Ensaio Sprint: Changan Deepal S07
Como prometido, depois do ensaio ao Deepal S05, a Changan regressa à secção de testes da Garagem com o primeiro modelo que comercializou em Portugal, o também SUV e também 100% elétrico Deepal S07. Tal como a designação deixa antever, este S07 é maior em todas as direções, ganhando 130 milímetros em comprimento, 30 mm em largura e 25 mm em altura ao S05. A distância entre eixos é também ligeiramente superior, cerca de 20 milímetros.


Este Deepal S07 destaca-se assim pela sua maior “pegada”, apresentando-se, também, com linhas um pouco mais dinâmicas do as que do S05, ainda que, curiosamente, disponha de uma motorização menos potente (já lá vamos). Ainda no que ao design exterior diz respeito, parece-me óbvio reconhecer que este beneficiava de “cor”, não sendo o branco a que melhor lhe assenta.
Por dentro
Passando ao interior, destaque para a elevada sensação de qualidade, elogio que também apliquei ao “irmão” mais pequeno. Porém, partilham também alguma falta de diferenciação para a restante oferta chinesa, sendo que o S07 peca num aspeto adicional, pois sendo mais dinâmico e arrojado na sua apresentação exterior, prescinde por completo desse “dinamismo” no ambiente interior, não havendo ligação estilística entre ambas as vertentes.



Posto isto, abunda o equipamento, bem como o espaço no banco traseiro e para bagagens, com 510 litros de volume útil na bagageira, complementado pelos muito espaçosos 125 lt adicionais do frunk. Nota menos boa para o sistema de fecho elétrico das portas, pois a abertura mecânica de segurança, redundância obrigatória em caso de falha elétrica, está pouco acessível e escondida. Em termos de suspensão, sendo o conforto a prioridade, o S07 não desilude no capítulo dinâmico, permitindo, até, alguma liberdade ao eixo traseiro em aceleração.



Autonomia declarada confirmada
O sistema de propulsão é composto por uma máquina elétrica com 218 cavalos e 320 Nm, colocada no eixo traseiro, alimentada por uma bateria de química NMC com 79,97 kWh de capacidade. A Changan declara uma autonomia em ciclo combinado de 475 quilómetros e com a média de consumo de energia de 16,7 kWh/100 km deste ensaio, provei ser possível cumprir com o declarado pela marca chinesa.
Tal como no S05, também aqui é possível configurar a resposta do acelerador, a assistência da direção, bem como a intensidade da regeneração da energia, existindo dois modos pré-definidos e um adicional em que é possível ajustar numa escala de 0 a 100% a intensidade da desaceleração, embora nunca permitindo a total imobilização.
Proposto em Portugal por um preço de 44.990 euros, o S07 é, no mínimo, 5.000 euros mais caro do que o S05, SUV que, pelo menos tendo em conta os dois ensaios que tive oportunidade de fazer, em pouco ou quase nada perde para este apenas ligeiramente maior e mais “desportivo” S07.



Um bom SUV 100% elétrico que partilha muitos dos argumentos e alguns dos defeitos (como os muitos erros de tradução do sistema de infotainment) do Deepal S05, mas que, considerando as poucas diferenças sentidas e os muitos “kWh” que é possível comprar com 5.000 euros, me parece difícil de justificar perante um muito competente S05 que é, também, mais eficiente.






