Toyota Hilux: nona geração é sempre eletrificada. Versão a hidrogénio em 2028
A Toyota apresentou recentemente a nova geração da icónica Hilux, pick-up que, com mais de 27 milhões de unidades vendidas em todo o mundo, entra agora na sua nona geração, passando a apostar, em exclusivo, em duas motorizações eletrificadas. Uma terceira variante eletrificada, a hidrogénio, chega em 2028.
Disponível em carroçaria Cabina Dupla e com tração integral em toda a gama, a Hilux é proposta com uma motorização 2.8 litros Diesel com tecnologia Hybrid 48V, bem como numa inédita variante 100% elétrica alimentada a bateria. Porém, a Toyota já confirmou que a eletrificação do seu ícone não vai ficar por aqui, estando previsto para 2028 o lançamento da Hilux FCEV, equipada com pilha de combustível a hidrogénio.

A gama da Hilux Hybrid 48V é composta por três níveis de equipamento: Caixa Metálica, Tracker e a topo de gama Invincible. Já para a Hilux BEV, a Toyota propõe as opções Caixa Metálica e Tracker. Ainda que o design exterior esteja bastante diferente, no que às dimensões diz respeito as diferenças são mínimas. A variante híbrida mede 5,32 metros de comprimento, 1,855 m de largura e 1,865 m de altura. A distância entre eixos é de 3,085 metros. Já a Hilux a bateria é um pouco menos alta, com 1,845 metros.


No interior, o design da variante Cabine Dupla foi totalmente revisto e inspira-se agora no novo Land Cruiser. O painel de instrumentos horizontal é novo e a consola central multifunções foi ampliada, onde estão integrados os comandos da tração integral. Tal como o painel de instrumentos, o ecrã central do infotainment tem 12,3 polegadas de diagonal.
Hilux elétrica com 257 km de autonomia
A motorização elétrica da Hilux é composta por um motor dianteiro de 80 kW (109 cv) e 205 Nm e por uma segunda máquina elétrica traseira de 128 kW (174 cv) e 268 Nm. O sistema permite uma distribuição precisa da potência e binário entre os eixos, sendo possível fazê-lo em proporções 100:0 e 0:100. A bateria está instalada no chassis de longarinas da Hilux e dispõe de 59,2 kWh de capacidade. Pode ser carregada até 125 KW num posto DC ou até 10 kW em corrente AC. A autonomia declarada em ciclo combinado é de 257 quilómetros, alcance extensível a 380 km em ambiente urbano.



Já a Hilux com motorização com sistema híbrido de 48 Volt oferece uma potência de 204 cv e um binário máximo de 500 Nm, propulsor que fez a sua estreia na geração anterior de 2025. O desempenho mantém-se inalterado, mas a Toyota antecipa menos consumo e emissões mais baixas, respetivamente, 9,8 l/100 km e 258 g/km. A carga útil é superior a 1 tonelada e a capacidade de reboque, com travões, é de 3.500 kg.



A pick-up da Toyota conta agora com direção assistida elétrica, solução que permite, segundo a marca japonesa, “uma resposta fiel, manobras mais fáceis na estrada e fora de estrada e menor risco de chicote ao conduzir em superfícies irregulares”. O chassis de longarinas da Hilux foi também reforçado, proporcionando um nível mais elevado de absorção de energia em caso de impacto. Em termos de desempenho fora de estrada, a distância ao solo é de 309 milímetros, o ângulo de ataque é de 29° e o ângulo de saída de 24°. No que diz respeito a passagem a vau, a Hilux consegue atravessar água até 700 mm de profundidade.
O lançamento da nova geração da Hilux irá arrancar com a versão Hybrid 48V (MHEV). Já a Hilux elétrica a bateria deverá chegar a Portugal a partir do próximo mês de setembro.






