Dois novos equídeos na Coudelaria MX-5
Lançada por cá há praticamente onze anos – as primeiras unidades chegaram em agosto de 2015 – a quarta geração do Mazda MX-5 não pára de se atualizar. Um detalhe de design aqui, um equipamento ali, uma tecnologia acolá, uma nova composição ou um novo tom de carroçaria e eis que o roadster mais vendido do mundo se torna, de imediato, novo outra vez! Chegou, agora, a vez de dar mais força ao seu motor mais pequeno, o 1.5 Skyactiv G, acrescentando-se a essa coudelaria mais dois garanhões!

Autêntico case study de um mundo automóvel em que os automóveis crescem para todos os lados e abraçam a eletrificação nos seus vários patamares, o Mazda MX-5 mantém-se como há 36 anos: simples, puro, leve e sem invenções. Até mesmo esta quarta geração (ND), mais próxima da realidade em que vivemos, adota, esses onze anos depois, uma apreciável distância da tendência do quilowatt, continuando a granjear seguidores das mais variadas idades. São já mais de 330.000 os clientes da atual geração (do total de 1.285.000 de unidades produzidas até à data) que não querem saber para nada se a estranha composição entre um motor atmosférico, uma caixa manual de 6 velocidades e tração traseira não se enquadra no perfil. Para eles é “O”automóvel por excelência!

Fruto desse seu feedback, as evoluções têm sido algo tímidas, limitando-se a acertos pontuais na estética (um pouco), nos equipamentos (alguma coisa, nomeadamente nas soluções de segurança e de apoio à condução) e na paleta de cores (vai variando com tons novos). Tal já não é tão verdade em termos mecânicos, nomeadamente ao nível do delicioso e pequenino bloco Skyactiv-G de 1,5 litros (1.496 cc), que aparentemente pouco tem evoluído. Começaram por ser 131 os equídeos nessa coudelaria japonesa, a que se juntou mais um novo exemplar na renovação de 2019, algo que volta agora a suceder, com a chegada ao estábulo de mais dois garanhões!
O renovado Mazda MX-5 contará, a partir de agora e em exclusivo, com aquele bloco aspirado de 1,5 litros, passando a trazer consigo uns mais apetecíveis 136 cavalos, potência que se associa a um binário de 155 Nm, valor que também cresceu ligeiramente nas duas evoluções (originalmente eram 150 Nm).

Enquanto isso, os consumos de combustível – aqui ainda não se fala de carregamentos elétricos pois, graças aos deuses do olimpo automóvel, o modelo mantém-se puramente térmico – evoluem dos anteriores 6,3 para os agora 6,1 l/100 km, tal como as emissões de CO₂ agora mais reduzidas, a partir de 139 g/km, num ganho de 3 valiosas graminhas de dióxido de carbono (valores combinados WLTP). Tudo para ficar conforme à futura Norma Euro7, que vigorará na Europa em novembro próximo, na evolução das regras de emissões que mataram o maior e mais potente 2.0 no Velho Continente.
Prometidas estão, também, melhorias na acústica do motor, visando reforçar as sensações – e que sensações!!! – de condução ágeis e de pronta resposta do MX-5, algo que há mais de três décadas define o modelo, nas suas gerações iniciais (NA, NB e NC) quase exclusivamente roadster, e na actual ND, que a essa carroçaria somou uma espécie de versão targa, de capota elétrica retrátil RF, ou Retractable Fastback para os mais puristas.

As mezinhas para esta mais recente poção da juventude, passam, entre outras que só os druidas japoneses conhecerão, por uma nova calibração do motor, mais adaptada às especificações dos combustíveis do presente, bem como pela utilização de um novo óleo de motor e de pneus com menor resistência ao rolamento. Tal resultará em 0 aos 100 km/h em 8,5 segundos e numa velocidade máxima de 204 km/h, ou 8,6 segundos e 203 km/h para o MX-5 RF.
Preços a começar na barreira dos 31.800 €… com desconto!
E eis, assim, que o eterno processo de rejuvenescimento do MX-5 ND abre, já este verão, um novo capítulo, altura em que começarão a chegar ao nosso país as primeiras unidades para entrega aos clientes, não só com essa actualização mecânica. É que a tal mezinha trará já consigo uma nova Edição Especial, denominada Yakudo, para depois, no início de 2027, ser possível encomendá-la com uma nova cor de carroçaria, Zink Green, marcando o regresso do tom verde à palete do MX-5, mais de uma década após o anterior.

Apesar da marca ainda não ter feito grande alarde do tema, já há preços públicos para esse Mazda MX-5 de 2027, para os agora cinco níveis de equipamento: o Prime-Line, de entrada, é proposto por 37.122 €, depois o Exclusive-Line por 43.122 €, seguindo-se o também especial Kazari desde 43.922 € e ainda o mais desportivo Homura a partir de 46.822 €. Para a novidade Yakudo, que apenas existirá com capota de lona, o preço recomendado, sem extras, é de 47.622 €.
Melhor ainda são os 5.254 € de desconto que a Mazda e a sua Rede estão a fazer como desconto de lançamento, o que permitirá baixar, em outro tanto, os valores acima. Ou seja, a versão de entrada fica-se ali pelos 31.900 € e o novo Yakudo nos 42.400 €!

Para as versões MX-5 RF deverão somar-se 2.500 € face aos seus equivalentes soft-top, valendo para toda a gama, como é habitual na Mazda, o facto de os valores indicados (com e sem desconto) não incluírem as despesas legalização e transporte, nem a pintura metalizada, sublinhando-se que o desconto é apenas válido nos concessionários aderentes. Pergunta: Sério?! Como é que haverá quem considere não aderir?!

Então… e as sensações de condução? Pois… a Mazda refere que estas atualizações tornam o MX-5 “ND” ainda mais perfeito em termos de condução, sublimando um tal conceito de Jinba Ittai tão Mazda e tão, mas tãããããããããããão, intrinsecamente MX-5. É algo de que não duvidamos de todo, fruto desta juventude espelhada ao fim desses bem vividos 36 anos, mas que só poderemos comprovar quando houver unidades no parque de imprensa da marca.
O pedido está feito! Até lá resta esperar, respirar fundo… e sonhar!






