Isuzu D-Max estreia motor Diesel 2.2 litros. Em Portugal desde 33.188 euros mais IVA
A Isuzu implementou alterações significativas na sua já icónica pick-up D-Max para 2026. A maior novidade é, sem dúvida alguma, a substituição do motor Diesel de 1.9 litros anteriormente disponível por uma nova motorização 2.2 litros que pode estar associada a uma caixa manual de 6 velocidades da Isuzu que agora regressa à gama ou a uma nova transmissão automática de 8 relações produzida pela Aisin.
Ainda que o novo motor não eleve a potência disponível, mantendo-se os 164 cv que o anterior 1.9 litros já produzia, a disponibilidade é agora superior, com o binário máximo a subir de 360 Nm para 400 Nm e disponível entre as 1600 e as 2400 rpm. Logo a partir dos baixos regimes é notório o imenso “pulmão” do novo motor, com 255 Nm entregues logo a partir das 1000 rpm contra os mais limitados 160 Nm anteriormente disponíveis. A Isuzu antecipa consumos e níveis de emissões praticamente equivalentes ao motor de menor cilindrada que sai agora de cena.

No que diz respeito às evoluções técnicas implementadas na mecânica, o motor 2.2 litros conta com um novo bloco, cambota, pistões e bielas, bem como com um novo turbocompressor e um novo sistema de tratamento de gases de escape.
Em termos de capacidade de trabalho, a D-Max dispõe de uma carga útil de 1135 kg, uma capacidade máxima de reboque de 3500 kg e um peso máximo combinado de 6000 kg. Já no desempenho em ambiente fora de estrada, a Isuzu declara uma capacidade de passagem a vau de 80 centímetros e ângulos de ataque, ventral e de saída de, respetivamente, 30,5º, 22,9º e 24,2º.
Design revisto, por dentro e por fora
Esteticamente, a Isuzu tentou destacar o “músculo” da sua pick-up com ligeiras, mas eficazes, alterações visuais. À frente, a D-Max passa a contar com uma nova grelha e novos faróis, entradas de ar redesenhadas e luzes de nevoeiro de maiores dimensões. As jantes e os estribos contam também com um novo design. Atrás, farolins, para-choques e manípulo de abertura da porta são igualmente novos. No habitáculo, as alterações foram mais discretas, tendo a Isuzu aplicado novos padrões de revestimento.

A evolução estende-se, obrigatoriamente, à disponibilidade de sistemas de segurança e conectividade de emergência, destacando-se a inclusão de elementos como os sistemas de monitorização do condutor e 4G e-Call. A D-Max de 2026 passa a integrar as atualizações que lhe permitem respeitar a regulamentação europeia GSR III.
Ao volante
No âmbito do evento de apresentação à imprensa nacional, já me foi possível conduzir a nova D-Max, inclusivamente num exigente percurso todo-o-terreno onde o benefício da maior cilindrada e binário disponibilizado pelo motor 2.2 litros foi evidente. Este permitiu à D-Max superar percursos íngremes e muito acidentados praticamente ao ralenti, com o muito “pulmão” disponível potenciado pela força das redutoras a levarem a D-Max encosta acima. Se o grau de dificuldade do terreno assim o exigir, a D-Max pode ainda bloquear o diferencial traseiro para superar um obstáculo mais complicado.

A Isuzu D-Max é uma tremenda ferramenta de trabalho, mas com um nível de conforto e de recheio de equipamento mais do que adequado, também sabe ser um muito bom companheiro de viagem, dispondo de capacidades e de uma versatilidade de utilização com que muitos SUV da moda só podem apenas sonhar, permitindo-lhe chegar onde estes não chegam ou, mesmo que cheguem, só depois de terem deixado pelo caminho um para-choques ou a panela de escape. O maior elogio que posso fazer à D-Max é, assim, uma muito agradável e até inspiradora sensação de imbatibilidade e durabilidade, algo que é cada vez mais difícil de encontrar no mercado.
Múltiplas configurações disponíveis. Edição V-Cross limitada a 20 unidades
A gama D-Max propõe versões de tração 4×2 e 4×4 e três tipos de carroçaria – cabina simples, longa e dupla – disponíveis em duas “orientações principais de gama”, uma para trabalho e outra para lazer. Os níveis de equipamento são três, L, LS e LSE e está ainda disponível a série especial V-Cross, limitada a 20 exemplares e desenvolvida com base da D-Max de cabina dupla 4×4 LSE de 3 ou 5 lugares. Esta variante mais exclusiva destaca-se por elementos específicos como o roll top, o sailplane, o bedliner, a guarnição frontal, os pneus BF Goodrich, os alargamentos de guarda-lamas, o amortecedor do portão traseiro e ainda os símbolos e as embaladeiras V-Cross.

No mercado nacional, os preços da nova Isuzu D-Max de 2026 arrancam nos 33.188 euros mais IVA para a cabina simples de 2 lugares; nos 36.908 euros mais IVA para a cabina longa de 3 lugares; e 38.508 euros mais IVA para a cabina dupla de 3 ou 5 lugares. Importa ainda recordar que a pick-up da Isuzu também é proposta numa inédita versão 100% elétrica, cujos detalhes podes conhecer aqui. A nova D-Max beneficia de uma garantia de 5 anos ou 100.000 km.






