Álcool, telemóveis, cansaço não são bons parceiros ao volante!
O “Zé” apareceu na Páscoa, qual extraterrestre das estradas, e nunca mais nos largou! Está aí de novo! Aliás, sempre esteve, desde que a Brisa AutoEstradas o colocou na ribalta, dando a conhecer que o moço demorou seis anos a tirar a carta pois não acertava uma! E agora que o conseguiu, anda por aí, a atazanar-nos a cabeça. Do outro lado da barricada, a ANSR, que apoia a campanha acima, voltou a associar-se às forças paramilitares para ver como nos comportamos nas estradas. Não há como não! É um fator ainda muito necessário, enquanto não o aprendermos a fazer!
São várias as campanhas rodoviárias deste verão, cobrindo as tão desejadas férias e também às centenas de festivais de música – do bailinho local, nos coretos das aldeias, ao hiperfestival composto por múltiplas bandas nacionais e internacionais de renome – que decorrem por todo o país. “Neste verão, atenção ao Zé” e “Todos para salvar vidas” destacam-se das demais, tendo um mesmo objetivo: fazer com que as contagens ao final das ditas são bem mais simpáticas do que as dos anos anteriores. Cabe-lhe a si algumas das tarefas. Faça por isso!
“Neste verão, atenção ao Zé!”
“Zé”, de apelido desconhecido, é o português do momento, aquele que tirou a carta em 2026 e que maior número de chumbos teve no exame de condução. Foram 19 as tentativas, ao longo de seis longos anos. Custou, mas foi! Ou seja, o “Zé” anda aí, pelas estradas, tal como aconteceu na Páscoa.
As razões para tanto falhanço foram diversas, desde se esquecer de acionar os piscas, até à falta de cedência de prioridades, isto para além de estar sempre a mexer no telemóvel, a conduzir a 10 km/h na faixa da esquerda, a entrar nas rotundas como se fosse o quintal dele, a olhar para anteontem, a distrair-se com o mundo, entre muitas outras…!

São motivos mais do que suficientes para nos lembrarmos de que, sempre que viajarmos, há que estar atento não só à nossa condução, como também à dos outros, os muitos “Zés” que nos aparecem sabe-se lá de onde e que, de repente, fazem com que a nossa vida deixe de ser a mesma do milissegundo atrás.
Nunca se sabe quando nos sai um desses numa das milhentas rifas das estradas que não queremos de todo comprar, mas que nos caem nas mãos como se fossem amargos prémios do além, que não só nos estragam as deslocações do nosso quotidiano e as férias, como – e principalmente – as vidas, nossas e dos nossos.
Por isso, atente ao lema da Brisa Autoestradas, sublinhado pela Associação Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), e “Neste verão, atenção ao Zé!”
Campanha de Segurança Rodoviária – Verão 2026
E por falar nos nossos, há outra campanha da ANSR a destacar, desta feita direcionada aos festivaleiros, e que vigora desde o passado dia 11 de julho até 24 de agosto próximo, esta com especial foco na prevenção de acidentes nas deslocações para os agora mais do que vigentes festivais de música, não havendo terra que não tenha uma banda local ou um festival de âmbito internacional.
Integrada no Plano Nacional de Fiscalização, sob o mote “Todos para salvar vidas” e também com o cunho das férias, foca-se no combate ao excesso de velocidade e à condução sob o efeito de álcool, abrangendo todo o território nacional. Para o efeito, a ANSR conta com o apoio da GNR da PSP, entidades que realizam as tão chatinhas, mas igualmente tão necessárias, operações de fiscalização e de sensibilização para os comportamentos de risco nas estradas.

Afinal, cada morto ou ferido nas estradas é um número a mais nas estatísticas e, para além de não os querermos contar, não queremos, principalmente, ver os nossos envolvidos nos processos, independentemente dos seus resultados serem mais ou menos graves.
Em paralelo temos a campanha “Festa Grande, Risco Zero”, direcionada especificamente para os festivaleiros, visando prevenir comportamentos de risco nas deslocações para grandes eventos e festas de verão, e também a “Viaje sem pressa”, focada na fiscalização do cumprimento dos limites de velocidade, uma das principais causas de sinistralidade rodoviária, nomeadamente nesta época do ano. Isto para além das normais operações de patrulhamento nas vias de acesso aos principais palcos de verão, com ações de sensibilização emissores nos ecrãs de portagens e em locais de diversão noturna.
Outra ainda decorre sob o lema “Duas Rodas ─ Agarre-se à Vida”, dedicada aos veículos de duas rodas a motor, um dos grupos de utilizadores com maior exposição ao risco rodoviário e maior vulnerabilidade em caso de acidente.
Algumas dicas e mais dicas…
Eu sei que já leu isto dezenas de vezes e que parece mais do mesmo, mas nós aqui na Garagem queremos que continue por aí, desse lado! Assim, quando conduzir para o tão desejado destino de férias (e depois também nas imediações do local), ou mesmo rumar a um festival, encontro que se quer de festa e alegria a 100%, siga as recomendações oficiais para que a sua viagem – e até as dos “Zés” – sejam bem mais seguras.
A começar pelo álcool, cuja tolerância se quer totalmente Zero, igual ao número de acidentados ou mortos que queremos que se atinja, a cada altura, a cada época, a cada ano atinja esse tão desejado patamar. O álcool no sangue diminui drasticamente os reflexos e aumenta exponencialmente o risco de acidente– e não, a culpa não é do gelo, o suposto criado dos problemas, como consta por aí, nas piadas da noite, quando se diz que “o whisky tem gelo, o gin tem gelo, a vodka tem gelo, então a culpa é do gelo”, como o fator comum a quase todas as denominadas bebidas brancas! Vá de transportes públicos – eu sei que muitas vezes não são o que nos prometeram, mas faça um esforço – ou designe um condutor que não beba bebidas desse teor. Acredite… eles e elas existem e são tão alegres e festivaleiros como os demais. Pronto, às vezes não parecem em determinada altura, mas depois tornam-se os nossos verdadeiros anjos da guarda (ou qualquer outra divindade em que acredite).

Tente, também, planear as rotas com alguma antecedência e consulte as informações de trânsito. Hoje está tudo na net… é só ter alguma dose de paciência e procurar nos sítios certos. Grandes eventos exigem cortes de trânsito e condicionamentos rodoviários. Nahhhhh!!!! O Chefe nem nota se o fizer entre um orçamento que já devia ter sido entregue ontem e aquela reunião a que ninguém quer ir! Também aqui há sempre um no grupo que nasceu para essas pesquisas, com resultados que nos fazem pensar: “UAU!!! E não está este tipo em física quântica, porquê?!”. Ou então faça-o à noite, em vez de ficar agarrado ao telemóvel a fazer intermináveis scrolls nas redes sociais! Deixe aquela story para mais tarde e poupe uma vida… ou mais.
… e umas quantas valiosas receitas!
E pronto, o festival ou a noite acabou e há que ir para casa? Antes disso siga para uma roulotte, ainda no recinto do festival ou das que estão à beiras das estradas e forre o estomago com qualquer coisa sólida, uma bifana, um cachorro, um hambúrguer! Não pense muito na qualidade ou no “lá se vai a dieta e o investimento no ginásio”. É que nessa altura do campeonato (ou da noite) já vai tarde para isso, pois o tal do álcool é uma das piores coisas que pode por aí dentro e também das mais difíceis de se eliminar do organismo, mais do que todo o gordurame da sandosha que lhe está a saber pela vida!
Pense só em juntar-lhe mais um ou dois copos, mas agora de um refrigerante doce ou de água com gelo (ahhhhh… o gelo!!!) e limão. Nessa altura até as cervejas já sabem a nada ou até dão azia! Entre cada dentada nessa delícia de um outro mundo (só que não), conte mais meia dúzia de larachas, para passar o tempo, mesmo que com o cansaço saiam aquelas já por demais gastas cansadas, das que já se ouviram dezenas de vezes. Acredite que há sempre alguém que não a sabe e outros tantos que riem à gargalhada, como se fosse a primeira vez!

Depois, dependendo do estrago, siga para casa, de boleia, com o/a tal que não bebe ou usando uma plataforma de transporte, tome um banho morno/frio, meta no bucho um paracetamol de 1000 mg (se não for alérgico aos compostos) e deite-se. Vai ver que o acordar é muito mais suave. Se ainda assim a coisa estiver difícil, há algo excelente para a ressaca: um menu do McDonalds, com tudo o que tem direito, daquelas inigualáveis batatas fritas, à Coca-Cola, mesmo que sem alguma da pressão das engarrafadas! Peço perdão à restante concorrência, mas não há quem os bata como receita milagrosa para a noite! E sim, se quiserem chamar nomes, chama-se “experiência de vida”!
Regressando à temática principal desta peça e passando este light-mood, destaco que cansaço e velocidade também não são bons companheiros de equipa. Evite conduzir nesse estado, partilhe as conduções, faça pausas regulares e cumpra sempre os limites de velocidade estipulados.
Por fim, sabendo que isto será difícil em determinadas situações, mas “Atenção ao Zé!”, ele anda aí, não só nas estradas e autoestradas, como também na noite e nos festivais! Ainda há dias o vi…!
Para mais informações sobre as datas e os locais onde decorrerão as operações de fiscalização, pode consultar a página oficial da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).





