Ensaio Sprint: Renault Captur Eco-G
A atual geração do Captur conta já com vários anos de serviço, um bom serviço, na verdade, ocupando regularmente os lugares cimeiros do ranking de vendas do mercado nacional. Um produto bem-nascido que, com várias atualizações implementadas e graças a uma ampla escolha de motorizações, tem conquistado muitos clientes em Portugal. Uma das mais interessantes opções é, sem dúvida, a motorização Bi-Fuel, a gasolina e a GPL, cuja mais recente evolução é este novo 1.2 litros Eco-G de 120 cv e 200 Nm.


Testei-o, pela primeira vez, num Dacia Duster equipado com caixa EDC e neste segundo contato confirmei a evolução da tecnologia, com um funcionamento mais refinado e, acima de tudo, com uma menor diferença entre os valores de consumo de ambos os combustíveis, algo que era bastante notório nas gerações anteriores. Neste ensaio, em percursos equivalentes que combinaram condução urbana, extraurbana e ainda um pouco de autoestrada, o Captur registou uma média de 6,5 l/100 km quando alimentado a gasolina e apenas mais um litro ao consumir GPL. Observação: o computador de bordo não informa o condutor do consumo instantâneo a GPL.




O motor é enérgico, mostrando algum nervosismo a baixas rotações que requer até alguma habituação na hora de pisar o pedal do acelerador. Comparativamente ao Duster com caixa EDC, achei o motor mais agradável de explorar quando associado à transmissão manual deste Captur, mesmo que o seletor, sendo leve e, assim, fácil de utilizar, beneficiasse de um pouco mais de precisão. Equipado com jantes de 18 polegadas, “calçadas” com pneus de medida 215/55, o crossover da Renault mostrou-se quase sempre muito confortável para enfrentar as nossas raramente bem tratadas estradas do quotidiano. Com jantes de medida superior, a experiência não é tão agradável.


A bordo, tudo no sítio. Um dos mais intuitivos sistemas de infotainment do segmento, controlos físicos para a climatização e um botão que permite desligar rapidamente os incomodativos assistentes de condução combinam-se com soluções versáteis como o banco traseiro deslizante para fazer do Captur uma das mais apelativas propostas do mercado. São argumentos transversais a todas as motorizações de uma gama que se inicia nos 25.690 euros, mas com 1250 km de autonomia combinada real do motor Bi-Fuel, aliada ao custo inferior do GPL, este Eco-G, proposto pelo mesmo valor base que a motorização puramente a gasolina com 115 cv, é muito provavelmente o mais apetecível de todos os Captur.






