Fui de Opel Frontera conhecer o novo Corsa GSE ao Caramulo Motorfestival
Mais do que um ensaio exaustivo e completo, este texto é apenas e só um breve resumo da minha primeira experiência ao volante do regressado Frontera, SUV de sete lugares que me levou à edição deste ano do Caramulo Motorfestival, evento onde a Opel mostrou ao público português, pela primeira vez, o novo Corsa GSE.


Equipado com a motorização 1.2 híbrida de 145 cv, o Frontera enfrentou temperaturas que se mantiveram ao longo do dia próximas dos 40º C, o que obrigou à utilização constante do ar condicionado. Ainda assim, apesar do ritmo despreocupado e da exigência da viagem, o computador de bordo mostrava uma média de 7 litros/100 km no final do dia.


Em termos de conforto, pelo menos na primeira fila, este é bastante elevado, suportado também pelo bom desenho dos bancos e pelo fácil acesso a todos os comandos. Experimentei também a segunda fila e o espaço, embora suficiente, não impressiona. Porém, é preciso não esquecer que o novo Frontera partilha a sua plataforma com modelos mais pequenos do segmento B.


Com 2,67 metros de distância entre eixos, também não podemos esperar que o acesso e o conforto na terceira fila de bancos estejam ao nível de um SUV de 7 lugares derivado uma plataforma de segmento acima. Aceder aos dois últimos lugares não é um exercício ao alcance de todos e viajar com os joelhos quase à altura dos ombros também só será tolerável aos mais pequenos e apenas em trajetos curtos.


Proposto a partir de 23.030 euros e igualmente disponível em configuração 100% elétrica, apreciei o preço, a facilidade de condução do SUV da Opel, o bom equilíbrio entre agilidade e conforto e o desempenho da sua motorização híbrida. Os materiais são maioritariamente rijos, o que se aceita, mas a qualidade de alguns acabamentos, essa sim, podia ser melhorada, mesmo numa proposta acessível como esta.

É um Frontera diferente do que conhecíamos, é certo, com menos personalidade e carisma que o modelo original, mas os tempos são outros e o apelo do seu elevado sentido prático e o preço convidativo são agora argumentos muito mais importantes para famílias que apreciam o formato SUV e que valorizam, acima de tudo, a relação preço/qualidade.
O Corsa GSE
Só o vi, estático, no espaço oficial da Opel no Caramulo Motorfestival. Mas gostei, e muito, do que vi. O Corsa GSE junta-se ao Mokka GSE na oferta de desportivos 100% elétricos de segmento B da marca, recorrendo “à mesma” motorização de 281 cv e 345 Nm para se assumir como um dos mais rápidos “hot hatches” a acelerar de 0 a 100 km/h, precisando apenas de 5,5 segundos para despachar esse exercício, menos 0,4 segundos do que o Mokka GSE. A velocidade máxima é de 180 km/h, inferior aos 200 km/h do crossover.

Para além de toda a desportividade exterior, conseguida pelas jantes de 18 polegadas e pelo design específico das secções dianteira e traseira, o Corsa GSE está equipado com sistema de travagem da Alcon com pinças de quatro êmbolos, diferencial autoblocante mecânico Torsen, suspensão rebaixada, barras estabilizadoras específicas e pneus Michelin Pilot Sport 4S de medida 215/40. No interior, destacam-se os bancos desportivos com o icónico padrão axadrezado preto, cinzento e amarelo.

O novo Corsa GSE está já disponível para encomenda e é proposto por um preço de campanha de 39.990 euros. Voltarei a abordar este super Corsa, espero eu, após um teste dinâmico, ensaio que espero poder realizar em breve.






