Ensaio Sprint: Dacia Bigster Hybrid 155
Ainda que, esteticamente, o Bigster seja muito idêntico ao Duster – algo que, a meu ver, é muito positivo – existem claras diferenças físicas entre os dois SUV da Dacia. Partilham a plataforma, sim, mas se o Duster aponta ao segmento B, o Bigster, 227 milímetros mais comprido e com uma distância entre eixos que é também 45 milímetros superior, tem outras aspirações, apontando à categoria de mercado imediatamente acima. Comparativamente ao Duster, o Bigster só não cresceu em largura, pois é também 50 milímetros mais alto, contando ainda com vias ligeiramente mais largas.



No Bigster, mais espaço para tudo
Os benefícios são evidentes assim que se acede são habitáculo, principalmente ao banco traseiro. As portas são enormes, garantindo um acesso fácil e ajudando, igualmente, na hora de instalar cadeirinhas para os mais pequenos. Já a bordo, os mais crescidos também não se vão queixar da falta de espaço, nem da falta de tomadas USB-C e de um apoio de braço central, perfeito para as longas viagens. Quando equipado com esta motorização full hybrid, o Bigster disponibiliza 546 litros de volume na bagageira, mais 116 litros do que o Duster equivalente. O rebatimento do encosto cria um plano de carga sem interrupções e debaixo do piso está uma roda suplente de largura reduzida, o que se agradece.




Maior, mas igualmente eficiente
Ao volante, apesar da sua maior dimensão, o Bigster mantém a facilidade de condução do irmão mais pequeno, bem como a eficiência da motorização híbrida. A peculiar transmissão multimodo pode até não ser a mais progressiva durante as acelerações mais exigentes, mas a verdade é que ao ritmo do quotidiano mal se notam as “passagens de caixa”. Usei e abusei do modo B, que incrementa a capacidade de regeneração, bem como do modo Eco, “truques” que, em combinação com alguma contenção com o pedal de acelerador, potenciaram a utilização da propulsão elétrica e permitiram manter o computador de bordo com uma média de 4,2 l/100 km. E mesmo depois de o Bigster ter visitado autoestradas, a média final do teste não excedeu os 5 l/100 km.



Relação preço/equipamento é argumento
Ainda no que diz respeito à condução, importa destacar o bom nível de conforto proporcionado pela suspensão, a qual só não consegue manter a mesma capacidade de filtragem quando o piso se torna muito degradado. Quanto a equipamento, esta versão Journey conduzida quase faz esquecer as origens da Dacia enquanto marca de baixo custo, propondo, por exemplo, elementos como um teto de abrir panorâmico, jantes de liga leve de 19 polegadas, banco do condutor com regulação elétrica, carregamento de smartphones por indução, acesso e arranque mãos-livres e ar condicionado bizona. Quanto a preços, a Dacia propõe o Bigster Hybrid por um preço base de 29.150 euros, sendo que a unidade ensaiada tem um custo de 35.966 euros.






