O Citroën SM e os ralis: Primeiro tiro, primeiro melro!
Este é o penúltimo capítulo do dossier dedicado aos 50 anos do Citroën SM. Desta vez, as suas aventuras no mundo dos ralis!
Este é o penúltimo capítulo do dossier dedicado aos 50 anos do Citroën SM. Desta vez, as suas aventuras no mundo dos ralis!
O Giulia GT é uma autêntica obra de arte criada pela Totem Automobili. Não podíamos ter ficado mais impressionados com a qualidade e o detalhe, bem como entusiasmados com a sua revelação final.
Apesar da sua vida curtinha em termos de produção é interminável a vivência do Citroën SM, um cinquentão a que, aqui na Garagem, temos dado uma enorme atenção ao longo dos últimos dias, contando um pouco da sua história.
Quarenta e quattro. Parece um, mas são dois números. O primeiro é, na verdade, o aniversário do segundo. Só que o segundo não é apenas um número. É um nome. E para além disso não é um nome qualquer. É um nome que ocupa um lugar muito especial na história do automóvel.
O protagonismo em filmes e séries foi mais visível em produções francesas, sendo exemplo o filme “César et Rosalie” (1972), com os eternos Yves Montand e Romy Schneider, mas não só, pois Burt Reynolds guiou um em “The Longest Yard” (1974) e no ano seguinte Charles Bronson imitou-o em “Breakout”.
É uma obra fascinante, quer pelo seu imponente design exterior, quer pela forma inteligente e original como a estrutura foi projectada, permitindo que, no seu interior, os veículos da marca da estrela estejam dispostos de uma forma perfeita para que o visitante se deixe levar e contagiar pela Mercedes-Benz ao mesmo tempo que acompanha a sua história e a evolução das suas mais importantes e inovadoras criações.
Símbolos de luxo de vanguarda dos idos anos 70 do século passado, as pouco menos de 13.000 unidades produzidas do SM foram adquiridas por alguns milhares de desconhecidos, mas também por gente do mundo do espectáculo, da política e de outras vertentes.
Desenhado por Robert Opron, então responsável máximo pelas linhas dos Citroën, o SM final viria a mostrar-se naquela edição do certame helvético não como um desportivo, mas sim como um luxuoso coupé.
O conceito base do Fuego foi conciliar o conforto esperado de uma berlina daquela época com uma carroçaria mais estilizada e orientada para os condutores que pretendiam algo mais do que um vulgar familiar. Também o nome “Fuego” contribuía para essa vertente mais emocional, rompendo ainda com a histórica nomenclatura dos modelos da marca baseada em números. E foi com o número 18, a berlina da Renault, que o novo Fuego partilhou a sua base, apesar de exteriormente o coupé ser ligeiramente mais curto.
Instalo-me a bordo e fecho uma porta que bate com aquele som típico de outros tempos. Coloco o cinto de segurança, também ele diferente daquilo a que estamos habituados, e ponho a chave no canhão de ignição, à esquerda do volante. Ao primeiro toque, o quatro cilindros acorda acompanhado de um bonito som e daquele cheirinho que os mais automóveis mais novos já não partilham.