BYD Atto 3 Evo: não parece, mas está muito diferente
Depois de ter encerrado o ano de 2025 com um volume acumulado de 15 milhões de automóveis produzidos, a BYD entra em 2026 com uma importante atualização de produto, modernizando o Atto 3 – o primeiro modelo comercializado em Portugal e também, por aqui, o mais vendido, um mercado onde a marca teve inclusivamente a terceira maior quota de mercado da Europa – e incorporando-lhe, agora, o sufixo Evo para destacar a sua abrangente evolução.


Esteticamente, as diferenças são ligeiras, mas eficazes no seu propósito. Os para-choques contam com novo design e de perfil destacam-se as novas jantes de 18 polegadas, embaladeiras de desenho mais fino e um novo spoiler traseiro de visual mais desportivo.
Atto 3 Evo: mais autonomia e mais potência
Uma primeira novidade que não está à vista é a adoção da mais recente evolução da e-Platform 3.0, permitindo agora um melhor aproveitamento do espaço na bagageira, cujo volume cresceu de 440 para 490 litros. Rebatendo-se os bancos, o volume total de carga no interior é 1360 litros e pela primeira vez o Atto 3 incorpora um “frunk”, uma bagageira dianteira, com 101 litros de espaço adicional.



O Atto 3 Evo implementa também novidades importantes no que diz respeito à bateria de química LFP. Não só cresceu cerca de 25% em capacidade, passando de 60,4 para 74,9 kWh, como está agora instalada segundo uma configuração “cell to body” ao invés de “cell to pack”, com benefícios em termos de rigidez estrutural e, consequentemente, de segurança. A autonomia WLTP subiu de 420 para 510 quilómetros.
A nova arquitetura elétrica de 800 Volt também permitiu duplicar a capacidade de carregamento DC de 110 para 220 kW. Segundo a BYD, é agora possível elevar a capacidade de carga da bateria de 10 para 80% em 25 minutos. O Atto 3 Evo está também equipado com tecnologia V2L – Vehicle to Load, permitindo alimentar equipamentos externos com uma potência de até 3 kW.

Tração passa para o eixo traseiro
Outra muito relevante novidade deste Evo, já denunciada pela acima mencionada presença de um “frunk”, é a passagem do motor elétrico do eixo dianteiro para o eixo traseiro. O Atto 3 é agora um SUV elétrico de tração traseira bem mais potente, pois o motor de 204 cv deu lugar a uma unidade com 313 cv e 380 Nm de binário. A aceleração de 0 a 100 km/h faz-se em 5,5 segundos e a velocidade máxima é de 180 km/h.

A suspensão traseira foi também alvo de melhorias, evoluindo de uma geometria de quatro braços de controlo para uma configuração Multilink, nas palavras da marca chinesa, “mais sofisticada, contribuindo para uma dinâmica de condução melhorada”. Já tive oportunidade de ter um primeiro contacto em estrada com o Atto 3 Evo, mas reservo as impressões de condução para um teste mais prolongado.

No habitáculo existem também algumas novidades. O seletor do sentido de marcha “trocou” a consola central pela coluna de direção e o painel de instrumentos de 8,8 polegadas conta também com nova apresentação. O sistema de infotainment conta com a mais recente geração de software e integra funcionalidades Google. O ecrã tátil de 15,6” já não gira 90 graus para a posição vertical e o volante é também novo.

O novo Atto 3 Evo está disponível em Portugal na versão Design, a qual inclui elementos de equipamento como o carregamento sem fios de smartphones, com arrefecimento, sensores de estacionamento à frente e atrás com câmara de 360 graus, bomba de calor, bancos dianteiros elétricos com funções de aquecimento e ventilação, entre outros. O preço, sem despesas e campanhas, inicia-se nos 43.990 euros.






