Toyota Aygo X Hybrid tem as emissões mais baixas do mercado. As primeiras impressões e todos os preços em Portugal
Lançado originalmente no mercado em 2005 e depois de duas bem-sucedidas gerações, através das quais acumulou mais de 1,4 milhões de unidades vendidas até 2022, o irreverente Aygo “arregaçou as calças”, ganhou corpo e assumiu-se, entretanto, como um pequeno crossover urbano, identificando-se agora pelo sufixo X. Desde a sua chegada ao mercado europeu, o Aygo X já acumulou mais de 287 mil unidades vendidas, das quais cerca de 3.100 foram matriculadas em Portugal.

Sempre híbrido
A maior evolução na história do Aygo, porém, é a sua recente adoção de uma motorização híbrida, algo inédito no segmento de entrada e que permite ao mais pequeno dos Toyota destacar-se como o modelo sem carregamento externo com as emissões mais baixas do mercado, desde apenas 85 gramas de CO2 por quilómetro, menos 23 gramas do que a motorização 1.0 litros a gasolina, não eletrificada, que sai agora de cena.


Em termos estéticos, as maiores diferenças incorporadas com esta atualização do Aygo X Hybrid estão na dianteira, onde são novos os faróis, o capot e a grelha. Este novo design frontal, bem como as modificações necessárias para acomodar a nova motorização híbrida são os responsáveis pelo crescimento do vão dianteiro, agora 76 milímetros mais comprido. As jantes são também novas, de 17 ou 18 polegadas, consoante a versão.
Eletrificação não rouba espaço
Para incorporar no Aygo X a motorização híbrida 1.5 litros de 116 cv já conhecida dos Yaris e Yaris Cross, a Toyota alterou a “arrumação” interior dos seus componentes, sendo disso exemplo a bateria de tração, dois packs agora dispostos lado a lado sob o banco traseiro, bem como a bateria auxiliar, colocada sob o piso da bagageira. Com esta configuração, a Toyota conseguiu preservar a distância entre eixos do Aygo X e as suas proporções exteriores, bem como a capacidade de carga, 231 litros.



No habitáculo, destacam-se novidades como o painel de instrumentos digital de 7 polegadas, o travão de estacionamento elétrico – de série em todas versões – e duas portas de carregamento USB-C. As versões mais equipadas do citadino da Toyota podem contar ainda com retrovisores rebatíveis elétricos, chave digital, carregador sem fios de smartphones e sistema de purificação para melhor qualidade do ar no interior.
O incremento em potência é significativo, com o Aygo X a “ganhar” 44 cavalos relativamente à motorização térmica de um litro de capacidade, acelerando agora dos 0 aos 100 km/h em 9,2 segundos, 5,6 segundos mais rápido do que anteriormente. Mais veloz, mas igualmente mais ágil e silencioso, a Toyota promete um Aygo X ainda mais divertido de conduzir na cidade e refinado se convidado a dela sair.
Aygo X GR Sport em estreia
Pela primeira vez, o modelo passa também a estar disponível numa versão desportiva com assinatura GR Sport, destacando-se, desde logo, pelo design exterior exclusivo com jantes de 18 polegadas e grelha dianteira específicas, bem como pela pintura em dois tons com vários elementos em preto, saltando imediatamente à vista o capot. Por dentro, o GR Sport conta igualmente com detalhes específicos em preto e cinzento e com logótipo GR.

Ao volante desta versão desportiva, a Toyota promete uma experiência de condução ainda mais ágil e envolvente graças à afinação específica da suspensão – com amortecedores e molas diferentes – e também à calibração mais desportiva da assistência do sistema de direção, tirando melhor proveito do centro de gravidade mais baixo do primeiro Aygo híbrido da história do modelo.
Primeiras impressões dinâmicas
O contato dinâmico com o novo Aygo X foi breve, mas em pleno centro de Lisboa, não foram precisos muitos metros para me aperceber de que o pequeno Toyota híbrido estava como “peixe na água”, felizmente, apesar do alerta de tempestade, nunca no sentido literal. Após cerca de 40 quilómetros percorridos, e sem me esforçar muito, o computador de bordo registava uma média de 4,2 l/100 km, bem como um registo de propulsão elétrica em 85% do tempo de condução.

A maior disponibilidade de potência é notória, assim como a agilidade com que o Aygo X finta o trânsito. A suspensão pareceu, por vezes, firme, mas em momento algum essa impressão se traduziu em desconforto, mesmo sobre as muito degradadas estradas da capital. O espaço no banco traseiro é, talvez, o elo mais fraco do Aygo X, limitando um pouco o conforto numa pontual viagem para fora da cidade, sendo que o acesso pelas pequenas portas traseiras também não é “simpático”.

Não há quaisquer dúvidas de que o Aygo X, agora Hybrid, está melhor. Está, na verdade, muito melhor. Mais moderno, mais equipado, mais potente e mais eficiente. Infelizmente, está também mais caro. Com uma motorização full hybrid debaixo do capot, o Aygo X é agora uma proposta única no seu cada vez menos concorrido segmento, mas não se adivinha uma vida comercial fácil ao pequeno Toyota, injustamente penalizado por uma fiscalidade que teima em perseguir as maiores cilindradas, não favorecendo, neste caso, uma redução de emissões superior a 20%.
Quatro versões. Desde 22.090 euros
A gama Aygo X Hybrid é composta por quatro níveis de equipamento, Play, Pulse, Envy (com capota de lona) e o topo de gama GR Sport. O catálogo do divertido Toyota disponibiliza onze pinturas distintas para a carroçaria, três para o nível de acesso, quatro para as versões intermédias e outras quatro para o GR Sport. Neste último, destaca-se o Amarelo Mostarda, de longe o mais apetecível. A garantia é de 10 anos ou 200.000 quilómetros.




Lista de preços
- Play – 22.090 euros
- Pulse – 24.290 euros
- Envy – 26.190 euros
- GR Sport – 27.890 euros






