Ensaio Sprint: Jaecoo 7 PHEV
Poucos dias depois de ter tido oportunidade de conduzir o Jaecoo 5 EV, dei por mim ao volante deste maior e menos eletrificado Jaecoo 7. E digo menos eletrificado porque em vez de ser alimentado em exclusivo por uma bateria elétrica, o Jaecoo 7 aposta numa mais versátil configuração híbrida plug-in para dar resposta às necessidades da família.
Exteriormente, os modelos são, do ponto de vista estético, muito aproximados, sendo praticamente impossível não ver onde a equipa de design da marca chinesa foi buscar inspiração. E verdade seja dita, essa “inspiração britânica” está claramente a funcionar, pois o Jaecoo 7 foi o automóvel mais vendido no Reino Unido no passado mês de março, relegando o Ford Puma e o Nissan Qashqai para os dois últimos lugares do pódio depois de ter acumulado mais de 10.000 unidades vendidas.

No que às dimensões diz respeito, o Jaecoo 7 “adiciona” 12 centímetros ao comprimento total do Jaecoo 5, contando igualmente com uma distância entre eixos 4 centímetros maior. Assim, com 4,5 metros de comprimento e 2,67 metros entre rodas, o Jaecoo 7 aproxima-se, por exemplo, das dimensões de um Renault Austral.


A bordo, o design ainda assim minimalista acaba por ser mais agradável no 7 do que no 5, sendo também notória a superior qualidade dos materiais empregues. Os forros das portas traseiras são igualmente macios, algo que nem todos os modelos do segmento apresentam. O volante do 7 é bem mais bonito e a colocação vertical do ecrã do sistema de infotainment com 14,8” revelou ser uma boa solução, até porque acumula praticamente todos os controlos e comandos. Botões físicos, só para os quatro piscas, modos de condução e trancamento de portas.


Atrás, o espaço disponível não impressiona, mas há folga mais do que suficiente para pernas e cabeça, sendo que o piso plano ajuda. O encosto do banco é algo rijo e no lugar do meio pior ainda. Este pode, no entanto, ser ajustado em duas posições. As janelas também não abrem na totalidade. Já o rebatimento total do encosto cria um plano de carga ininterrupto e aumenta a capacidade da bagageira de 340 para 1265 litros. Debaixo do piso há ainda espaço de arrumação adicional. Menos boa é a sensação de pouca solidez transmitida ao fechar a porta da bagageira.


A motorização híbrida combina um motor 1.5 litros, sobrealimentado, a gasolina com uma vertente elétrica para disponibilizar uma potência combinada de 340 cv e 525 Nm de binário. Segundo a Jaecoo, é possível percorrer até 90 quilómetros com a energia contida na bateria de 18,3 kWh. Neste ensaio, com cerca de metade da capacidade da bateria, percorri 48 quilómetros, o que comprova ser possível atingir a autonomia elétrica declarada. O carregamento pode ser feito a 6,6 kW através de uma fonte AC ou até 40 kW DC.
Depois de esgotada a bateria, e com uma condução ajustada ao ritmo do quotidiano, o modo híbrido permitiu registar uma média final de 5,5 l/100 km, com o sistema a gerir autonomamente o funcionamento em série ou em paralelo. Segundo a Jaecoo, a autonomia combinada ascende a 1200 quilómetros. Ainda no que diz respeito à condução, destaca-se, acima de tudo, a facilidade com que se deixa levar, com um nível adequado de conforto e agilidade, sem ser surpreendente em qualquer um destes aspetos. O motor elétrico garante rapidez de resposta.


O Jaecoo 7 PHEV é um produto com argumentos. Apreciei a eficiência e a facilidade de condução, bem como o facto de ser possível carregar a bateria num posto DC. Faltam-lhe, no entanto, alguns comandos convencionais a bordo, como por exemplo, um botão para escolher a intensidade da regeneração de energia e é uma pena que a boa qualidade dos materiais do habitáculo não seja acompanhada de um design interior mais acolhedor e original. A bagageira, não limitando, também podia ser um pouco maior. O Jaecoo 7 PHEV é proposto em Portugal por 38.900 euros na versão Select e por 41.490 euros no topo de gama Exclusive.







