Ensaio Sprint: Cupra Formentor VZ Extreme 2.0 TSI 4Drive
Excetuando o VZ5, exclusiva versão que recorre à motorização de cinco cilindros normalmente encontrada nos modelos da Audi e que já tem regresso confirmado à gama, este é o Formentor mais veloz que podes comprar. Chama-se VZ Extreme e aposta numa variante de 333 cavalos do já mítico motor 2.0 TSI, aqui associado à tração integral 4 Drive e à caixa DSG de 7 velocidades, transmissão que, evolução após evolução, continua a destacar-se pela suavidade a ritmos baixos e rapidez de resposta quando dela isso exigimos.


Já tudo (ou quase tudo) foi dito sobre o Formentor, o primeiro modelo “concebido e desenvolvido em exclusivo para a Cupra que rapidamente se transformou num sucesso de vendas para a marca espanhola. Só no ano passado, a Cupra vendeu 104.000 unidades do Formentor, assumindo-se como o modelo mais vendido da SEAT S.A., superando inclusivamente o Ibiza e conquistando, no universo Cupra, uma quota superior a 30%. Ou seja, praticamente 1 em cada 3 automóveis Cupra vendidos em 2025 foram um destes bonitos Formentor.



E digo bonitos porque é, para mim, um dos automóveis mais bem conseguidos da atualidade. Independentemente da configuração escolhida, da cor da pintura, do seu acabamento baço ou metalizado, o Formentor causa impacto, diferencia-se e continua a reunir, junto do público, um consenso sólido, apelando a várias faixas etárias, aos condutores mais individuais ou às famílias mais dinâmicas. Essa é, pelo menos, a minha experiência, pois sou muitas vezes confrontado com a pergunta: “Gosto muito do Formentor. O que achas?” Tenho um exemplo na família: o Formentor é, de longe, o automóvel preferido da minha Mãe.



Mesmo tratando-se de uma versão topo de gama, pensada para uma condução mais desportiva e emoções fortes, volto a ter de elogiar a competência global do Formentor. É certo que os consumos deste Extreme raramente descem dos 9 l/100 km, mas o espaço a bordo, o equipamento disponível, a boa bagageira e, acima de tudo, neste caso, a presença de um sistema de amortecimento variável, garantem-lhe um nível de conforto muito interessante para uma família, fazendo do visualmente radical Formentor um modelo muito apetecível para uma utilização no quotidiano. Todos os Formentor, mais ou menos potentes, são assim.
Porém, quando estão reunidas as condições para se elevar o ritmo (e mesmo quando não estão, como a muita chuva que enfrentei neste teste) este Formentor em particular mostra como se faz. A disponibilidade e linearidade da muita potência, bem como a garantia imediata de que esta não vai ser desperdiçada por borracha a patinar sobre asfalto, resultam numa capacidade acima da média de encurtar distâncias. E fá-lo transmitindo um elevado nível de confiança ao condutor, mostrando, ao mesmo tempo, o quão elevados são os seus limites. Mesmo sobre piso molhado, o Formentor curva “sobre carris”, sendo tão impressionante a acelerar, com um sprint de 0 a 100 km/h em menos de 5 segundos, como a desacelerar, fruto dos poderosos travões.

Com motor a gasolina ou com motorização Diesel de “apenas” 150 cavalos, com tração à frente ou integral e com ou sem eletrificação à mistura, nunca tive uma má experiência de condução a bordo de um Formentor. Ainda não foi desta e duvido mesmo (muito) que tal coisa venha a acontecer. Mantendo todos os argumentos das versões mais contidas em potência, o VZ Extreme amplia as suas competências com uma motricidade e uma velocidade de passagem em curva tremendas, nunca deixando de convidar a pressionar um pouco mais cedo o pedal da direita ao sair de uma curva ou um pouco mais tarde o da esquerda na aproximação à seguinte, forçando um pouco mais os limites. Os nossos, obviamente.






