Ensaio Sprint: Hyundai IONIQ 5 Premium Plus
Neste ensaio, andei uns dias com o Hyundai IONIQ 5, na versão Premium Plus, que conta com uma bateria de 87 kWh, e pude experimentar um carro que enche as medidas à maior parte das pessoas… mas não todas.
Bom em quase tudo
Na verdade, um carro que tem uma distância entre eixos de 3 metros, uma bagageira com cerca de 530 litros e muito espaço no interior é meio caminho andado para agradar a muita gente. Ninguém gosta de se sentir apertado, muito menos dentro de uma caixa metálica com duas toneladas. Aqui, agrada a muito gente. Eu incluído! Depois, um design futurista que, embora o design seja algo relativo, é capaz de agradar a muita gente. Está ali entre o SUV e o crossover, sem os exageros do primeiro nem a falta de função do segundo. Depois, a autonomia. Uma bateria de 87 kWh nesta versão, o que dá para mais de 500 quilómetros sem problemas. Não os 570 anunciados pela marca, mas consegues uns 530 sem precisares de grandes preocupações. Neste departamento, agrada a quase toda a gente! Em cima disto, tecnologia de 800 volts, o que permite carregamentos ultrarrápidos ate 350 kW, bastando 15 minutos para carregar dos 0 aos 350 km num posto com essa capacidade e possibilidade de utilizar pequenos electrodomésticos, ligando-os ao carro. Nunca se sabe quando nos vai apetecer fazer uma torrada na A1.




Mas não em tudo
É certo que o carro tem tudo o que se pode pedir de um carro moderno, tanto a nível de segurança como a nível de tecnologia de entretenimento, motorização e autonomia e por aí fora. Mesmo! Carregador sem fios, integração com o telemóvel, garantia 7 anos sem limite de quilómetros, volante e bancos aquecidos, painéis digitais LED e tudo mais, mas falha, no meu entender, em pequenas coisas que, a mim, fazem a diferença. Usam demasiado plástico duro, especialmente nas portas, e não consigo encontrar aquele conforto geral que outros modelos me dão. O carro fica demasiado “frio”, se me faço entender. É uma excelente máquina de trabalho e deslocação – divertido, até! -, mas pouco convidativo. Se por fora me dá vontade de entrar, lá dentro às vezes deixa-me com vontade de sair. Excepção honrosa para os bancos, que eram incríveis e continuam a sê-lo. E isso é uma pena, porque eu gosto mesmo do carro. Está melhor que a primeira geração, sem dúvida, mas por 45 mil euros, já é preciso entregar um pouco mais. Talvez o cliente médio deste IONIQ 5 dispense isso, e compreendo. Mas eu não. De qualquer maneira, é um carro que junta muito bem a forma à função. Tem potência quanto baste, com os seus 229 cavalos, e é um carro muito prático que consegue mascarar muito bem o seu tamanho. A Hyundai volta e meia tem algumas campanhas e pode ser uma opção muito interessante para quem procura tudo isto num carro.










